13 janeiro 2009

Testemunhas

Hoje saí às pressas do trabalho para não pegar chuva, gostaria de ter passado em uma livraria onde uma escritora com uma historia muito interessante estava a dar autógrafos. Não lembro muito bem o nome dela, mas trava uma batalha até hoje por sua vida com uma doença rara. No livro ela fala sobre os devaneios e os piores dias da sua luta. E também contando sobre a solidão, pois a rara doença enfraquecia seu sistema imunológico forçando-a a se afastar das pessoas. Formada em Psicologia encontrou refugio nas letras, foi obrigada a publicar o livro para arrecadar fundos a uma instituição. Hoje ela vive sua vida e comemora seus 63 anos, lançando seu livro. Queria ir lá conhecer esta mulher que é um exemplo de batalha aqui em Pelotas, que eu nunca tinha ouvido falar. Tenho certeza que ninguém notou minha ausência, e ainda mais não tinha dinheiro para comprar o livro que ela autografaria, no final só restou continuar correndo antes que a chuva chegasse.

Geralmente quando ando de ônibus não sou muito de conversa, é como se fosse um lugar de filosofar em quanto a paisagem urbana passa, e também um lugar de cochilar e passar de sua parada. Sentei ao lado de um senhor, não consegui desta vez sentar ao lado da janela, porem ainda achei que meditaria. O senhor que sentava ao meu lado puxou conversa o caminho todo, e para dizer a verdade não era nenhum assunto chato, pois me falara dos tempos em que era jovem e aprontava nas ruas da antiga Pelotas há 50 anos atrás. sempre gostei de historia, principalmente do lugar onde nasci, mas não tive muita paciência para estudar este, alem disso, estava diante de uma testemunha daquela época não tão antiga. Descobri muitas coisas, não sabia que havia bondinho na cidade, muito menos que depois que surgiu dois ônibus urbanos, todos deixaram de lado o coitado do bondinho. Tentava eu provar que sabia alguma coisa falando fatos de que com certeza ele já soubera. No final, acho que eu teria prestado mais atenção ao que ele dizia se ele não tivesse um mal hálito, fora isso foi uma boa conversa de grande riqueza para a meu arquivo de cultura. Antes de descer, vi o que já é de costume: as pessoas brigando com o motorista pondo-o a culpa pela superlotação.

6 comentários:

Helena disse...

Um dia como muitos, não é mesmo ? Mas interessante o modo como você o descreveu e a sinceridade presente em todo o texto . Uma boa leitura tambéém ! =)

Rebeca Thomé Costa disse...

nossa,tambem gostaria de ver essa escritora.Depois me diz o nome dela e de seu livro?!!

Ao inves de filosofar só,"estudou" a historia de onde vive com outro alguem RS ...
adorei o blogg,sucesso pra tí

Mandy disse...

Oi gostei muito do seu blog, por isso te indiquei ao prêmio dardos lá no meu blog !
www.mypinksecrets.blogspot.com
bjoos

ElviS disse...

E ai meu, assim que tua net tiver funfanfo de novo, da uma olhada no meu blog por que la tem um selo pra ti.

http://notasdedesvelo.blogspot.com/

Marília Ferreira disse...

Aai, nao tenho visitado aqui porque estava viajando :/
mas agora voltei, e ja trouxe um selo pra vc ;)

http://mahhferreira.blogspot.com/

Beeijos

Marília Ferreira disse...

Agoora, apreciando seu texto..
auhsuahsu
coitado do velhinho.. mal halito.. haha
mas é verdade, as pessoas mais velhas sao, obviamente, o melhor meio de se descobrir sobre a historia..
parabens pelo blog, otimo como sempre ;)

http://mahhferreira.blogspot.com/

beeijos

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