31 janeiro 2009

A tempestade





Apesar de no ultimo post eu ter afirmado que o Dias Diários seria atualizado normalmente, um imprevisto aconteceu. Talvez muitos tenham visto as noticias nos últimos dias. Minha cidade foi uma das mais atingidas pela ultima enchente no Rio Grande do Sul. Nosso bairro município do Capão do Leão ficou literalmente ilhado, as únicas saídas da cidade foram destruídas, comunicações interrompidas, sem acesso a energia elétrica e água. Pessoas morreram, muitos ficaram sem casas, agradeço a Deus pela proteção de meus queridos. Após os desastres as coisas estão voltando ao normal, ainda estamos sem água, mas as chuvas pararam! Minha casa passou longe dos alagamentos, minha família foi protegida por Deus. Um pesadelo foi evitado por um pedido que fiz a Deus. Não quero falar de coisas tristes, mas não podia deixar de registrar esse fato no blog. No principal ponto de destruição das águas, onde estradas e casas foram arrancadas do chão, apenas uma santinha dentro de um vidro ficou intacta. Agradeço a Deus por abrir nossos olhos. Sonhei com imagens de horrores, acordei no meio da noite e comecei a rezar para que não se tornasse real, pensei que foi apenas um pesadelo, quando as chuvas começaram o medo se tornou real, mas Deus ouviu as preces da anterior noite, e os protegeu de todas as formas possíveis. Agora, tranqüilo agradeço a Deus.

28 janeiro 2009

Novamente Dias Diários

Após muitos dias sem postar nada, nem dar noticias, hoje resolvi pagar a conta da internet! E aqui estou. Os dias passaram e muito motivado com o novo ano trabalhei, porem nenhum resultado financeiro surgiu ( Money). Entendo o outro lado da moeda, não posso culpar a crise, mas o pior é a sensação de que não houve resultados, mas que as contas estão chegando lentamente – eis o lado bom do atraso dos correios -. Agora minha mente trabalha em busca de uma alternativa, pegar um emprego melhor? Bom, acho que não vou me preocupar com isto por enquanto.
Retomando aos poucos as atividades virtuais, quero agradecer por algumas premiações de selos que ainda não tive a oportunidade de postar. Fico muito agradecido pelas indicações, e também agradeço pelas visitas, e a partir de hoje o que era diário novamente se torna Diário.

13 janeiro 2009

Testemunhas

Hoje saí às pressas do trabalho para não pegar chuva, gostaria de ter passado em uma livraria onde uma escritora com uma historia muito interessante estava a dar autógrafos. Não lembro muito bem o nome dela, mas trava uma batalha até hoje por sua vida com uma doença rara. No livro ela fala sobre os devaneios e os piores dias da sua luta. E também contando sobre a solidão, pois a rara doença enfraquecia seu sistema imunológico forçando-a a se afastar das pessoas. Formada em Psicologia encontrou refugio nas letras, foi obrigada a publicar o livro para arrecadar fundos a uma instituição. Hoje ela vive sua vida e comemora seus 63 anos, lançando seu livro. Queria ir lá conhecer esta mulher que é um exemplo de batalha aqui em Pelotas, que eu nunca tinha ouvido falar. Tenho certeza que ninguém notou minha ausência, e ainda mais não tinha dinheiro para comprar o livro que ela autografaria, no final só restou continuar correndo antes que a chuva chegasse.

Geralmente quando ando de ônibus não sou muito de conversa, é como se fosse um lugar de filosofar em quanto a paisagem urbana passa, e também um lugar de cochilar e passar de sua parada. Sentei ao lado de um senhor, não consegui desta vez sentar ao lado da janela, porem ainda achei que meditaria. O senhor que sentava ao meu lado puxou conversa o caminho todo, e para dizer a verdade não era nenhum assunto chato, pois me falara dos tempos em que era jovem e aprontava nas ruas da antiga Pelotas há 50 anos atrás. sempre gostei de historia, principalmente do lugar onde nasci, mas não tive muita paciência para estudar este, alem disso, estava diante de uma testemunha daquela época não tão antiga. Descobri muitas coisas, não sabia que havia bondinho na cidade, muito menos que depois que surgiu dois ônibus urbanos, todos deixaram de lado o coitado do bondinho. Tentava eu provar que sabia alguma coisa falando fatos de que com certeza ele já soubera. No final, acho que eu teria prestado mais atenção ao que ele dizia se ele não tivesse um mal hálito, fora isso foi uma boa conversa de grande riqueza para a meu arquivo de cultura. Antes de descer, vi o que já é de costume: as pessoas brigando com o motorista pondo-o a culpa pela superlotação.

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