27 junho 2011

Algumas linhas.

Hoje, um dia frio, extremamente frio na cidade onde moro. Adoro a sensação do frio, desde pequeno.
 Finalmente estou concluindo o meu estúdio musical e focando minhas idéias novamente para a música, que sempre foi o meu escapismo e minha melhor amiga consoladora. Poesias, livros histórias que refletem a minha vida, vai se transformar em música novamente, não por um motivo que eu entenda, mas preciso ser cuidado pela música novamente, que em noites escuras foi minha companheira e me ouviu com paciência sem cobrar nada além do amor que dou para ela com maior prazer.

Vou postar algumas composições no novo blog O escapista, traduzidas já que as letras são feitas em inglês, logo posto alguma música em áudio para vocês que sempre foram atenciosos como forma de presente pelo carinho, e peço desculpas por eu não estar sendo um bom blogueiro, mas logo tudo melhora.
Abraços.

27 abril 2011

Pensamentos positivos.

As vezes imagino como vai ser minha velhice, o final da minha vida. Não sei certamente quantas pessoas estarão comigo, nem sei se minha esposa no futuro também estará. Confesso que tenho medo do que virá, mas o final não me atormenta, pois será respondida a pergunta que mais me intriga, o que há além daqui. Mas o que quero falar não é sobre assuntos sobrenaturais, não mesmo.

Vendo hoje meu avô paterno, tão fraquinho e cansado, me fez refletir um pouco. De fato devemos aproveitar a nossa vida, obviamente com responsabilidade, respeitando o próximo e tentando ao máximo ser a melhor pessoa possível, para si e para com as pessoa. Mas há um momento em que acaba, como tudo na vida, e que tipo de legado vou deixar? Serei um grande músico, serei um grande psicólogo? Ou até mesmo no meio do caminho vou ser algo totalmente oposto, mas terei feito boas ações? Terei sido bom filho, bom irmão, bom amigo...? Serei lembrado por alguém como uma pessoa que fez a diferença? Serei uma pessoa feliz por ter tido uma vida feliz? Viverei feliz com uma esposa que eu ame e que me ama de mesma forma? Serei um bom marido? Serei um bom pai? Meus filhos sentirão orgulho de mim? Meus netos lembrarão de mim com carinho? Meus bisnetos conhecerão minha história?

Pensando tão a frente, da uma sensação de paz, e me mostra que posso mudar meu futuro, me mostra que posso ser feliz da maneira que eu quero e que nada pode me impedir. Não quero dizer que vou fazer tudo que é besteira, ir a festas adoidado me drogar... mas sim fazer a diferença, viver, não resmungar, não maltratar, não ser ruim. Me amar, amar, sonhar, concretizar sem medos. Ter minha família para sempre, ter meus amigos para sempre, não ter vergonha de dizer: amo todos vocês e sou sortudo por terem sido parte da minha vida e por fazer parte de suas. O destino é nós que fizemos, e Deus nos mostra como fazermos da melhor maneira. Se estamos tristes, não é ruim, é apenas um sinal de que estamos fazendo algo errado, e basta sermos sinceros com nós mesmos para concertar o erro. Não é fácil, e por isso vai desistir? Aceita a derrota?

Abraço a todos.                                                                                              

12 abril 2011

Poema do Garoto Morto

Nascido do silêncio, silêncio cheio de si

Um concerto perfeito, meu melhor amigo
Muito pelo que viver, muito pelo que morrer
Se ao menos meu coração tivesse um lar

Cante o que você não pode dizer
Esqueça o que você não pode tocar
Apresse-se para se afogar em lindos olhos
Caminhe dentro de minha poesia, essa música agonizante
Minha carta de amor para ninguém

Nunca suspire por um mundo melhor
Ele já está composto, representado e dito
Todo o pensamento, a música que escrevo
Tudo o que desejo para a noite

Escrito para o eclipse, escrito para a virgem
Morto pela beleza, aquele no jardim
Criou um reinado, alcançou o conhecimento
Falhou em se tornar um deus

Nunca suspire por um mundo melhor
Ele já está composto, representado e dito
Todo o pensamento, a música que escrevo
Tudo o que desejo para a noite

"Se você ler essas linhas, não lembre-se da mão que a escreveu
Lembre-se apenas do verso, o choro sem lágrimas do compositor
Por quem eu tenho dado a força e isso se tornou a minha própria força.
Moradia confortável, colo da mãe, chance para a imortalidade
Onde ser querido se tornou uma emoção que eu nunca conheci
O doce piano escrevendo minha vida"

"Ensine-me a paixão, pois temo que ela tenha partido
Mostre-me o amor, proteja-me da tristeza
Há tanto que eu gostaria de ter dado àqueles que me amam
Eu sinto muito
O tempo dirá (esse amargo adeus)
Eu não vivo mais para envergonhar nem a mim, nem a você

E você... Desejaria não sentir mais nada por você..."

Uma alma solitária...
Uma alma do oceano...

Tuomas Holopainen

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